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Síndrome do ninho vazio

A vivência do papel de pai e mãe é intensa, repleta de dores e prazeres. Criar filhos exige sacrifícios e renúncias, diversas noites sem dormir e muita preocupação! É um amor inexplicável, imensurável, capaz dos maiores desafios e alegrias. Os pais se dedicam de corpo e alma para seus rebentos; pagam escola, cursos extras, levam a médicos e aniversários, dedicam-se às tarefas da escola junto com eles e, um dia, essas crianças crescem e resolvem sair de casa para se casar, para ir à faculdade ou morar fora. Os pais entram em desespero porque não estavam realmente preparados para este momento. Ter contato com esta nova realidade não é simples, especialmente se o filho é o último a deixar o lar ou é filho único. Assim, instala-se um estado depressivo chamado de síndrome do ninho vazio.

A síndrome do ninho vazio afeta os pais, principalmente as mães, quando os filhos saem de casa.  Essa síndrome é definida por algumas culturas como o sofrimento relacionado à perda do papel dos pais devido à partida dos filhos. Essa desordem tem um momento certo para terminar e este momento acontece quando a família enfim consegue encontrar uma nova organização dentro da nova formação familiar, na qual normalmente só resta o casal. No entanto, a tristeza pode se prolongar por falta de objetivos e de um empenho para um reequilíbrio pessoal e familiar. Caso isso aconteça, a depressão se instalará em um ou dois dos pais.

No caso de mulheres já maduras, existe um outro agravante: a menopausa, que por si só já faz com que elas se sintam envelhecidas, sem função reprodutora, com baixa autoestima e sem o mesmo prazer com a atividade sexual. Assim, a mulher emocionalmente abalada sofre ainda mais com a soma desses fatores.

Embora os pais tenham consciência de que a separação iria acontecer e que ela faz parte de um processo natural de maturação de seus filhos, quando acontece de fato toda a preparação não se mostra suficiente.

Mesmo quando os motivos que levam à separação são positivos, como no caso de ingresso na faculdade, casamento, morar sozinho com a aceitação dos pais, a dor da separação mostra-se intensa. Pior ainda quando o motivo é uma briga familiar ou morte, aí a depressão vem com maior intensidade e duração.

É muito importante que haja um plano realizado com antecedência para que, quando os filhos saiam de casa, os pais tenham metas, objetivos e afazeres que ocupem o seu tempo com prazer. Quanto mais preparados os pais estiverem, menos eles e os filhos sofrem com a inevitável separação.

http://jornal100porcentovida.com.br/silvia.html

Comment (1)

  • Sinalia Farias 16 de junho de 2015 - 10:08 Reply

    Olá Silvia,

    Super atual esse tema. Conheço vários casais que passaram e ainda passam por essa experiência e em sua maioria, ficam mais tristes do que felizes por ter preparado e encaminhado seus filhos para viver com autonomia e independência. Vejam mais as perdas do que os ganhos de tal feito.
    Adorei o tema.
    bj
    Sinalia

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