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Pânico. O medo de ter medo

A síndrome do pânico é um problema sério que requer muita atenção e cuidado por parte de pais, parceiros e educadores.

Para entender melhor o que é a síndrome é só pensar que todos nós temos um conjunto de mecanismos de “alerta” chamados neurotransmissores que são acionados quando nos deparamos com algo que envolve risco. Na crise do pânico, esses mecanismos são acionados desnecessariamente, mesmo sem perigo iminente. É como ter um despertador que toca na hora errada. É um desequilíbrio bioquímico de serotonina e noradrenalina que faz com que a crise aconteça e provoque sintomas extremamente desagradáveis e incontroláveis, como: tensão muscular, palpitação, tontura, náusea, boca seca, dificuldades na respiração, sensação distorcida da realidade, terror – sensação de que algo horrível irá acontecer –, medo de perder o controle, medo de morrer, entre outros.

Uma crise de pânico dura poucos ou muitos minutos e é uma das situações mais terríveis que podem acontecer a alguém. A experiência pode se repetir por muito tempo e várias vezes ao dia sem o tratamento adequado.
Além disso, existe o medo de uma nova crise, um terrível medo de sentir tudo novamente toma conta das pessoas que estão ou estiveram com o quadro de transtorno de pânico.

Quem lida com o problema passa a desenvolver medos irracionais, chamados “fobias” em lugares cotidianos como supermercados ou elevadores. Quando este sentimento se agrava, a pessoa pode chegar a se isolar em casa e não sair mais para nada (agorafobia).

A família se desespera, se vê de mãos atadas e não sabe como ajudar, porque vê o ente querido ou amigo deixar de frequentar a escola ou trabalho, ficar apavorado até mesmo dentro da própria casa, sem conseguir ficar sozinho.

Não há idade certa para sofrer de pânico, mas sabe-se que há maior incidência em adultos jovens e do sexo feminino.

Algumas famílias, não conhecendo a síndrome, dão pouca importância aos sintomas ou medicam de forma equivocada. É importante não forçar um transtornado de pânico a sair de casa e fazer as coisas normalmente porque isso pode agravar os sintomas.

O caminho é buscar ajuda profissional, médicos e psicólogos sabem como lidar com a questão, e auxiliar não só o “doente”, mas seus parentes também.

Se você sofre de pânico ou conhece alguém que sofra, saiba que há muitas possibilidades de controle e até de cura, mas é essencial buscar o tratamento adequado.

http://jornal100porcentovida.com.br/silvia.html

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