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O que você deixa pra lá pode te adoecer….

Pensando bem, quantas coisas a gente deixa pra lá e nem se dá conta. A gente se acostuma a abrir mão porque aprende que só pessoas maduras abrem mão e que pessoas boas se doam e que se doar é grandioso e quem não quer se sentir especial, maduro e grandioso? Sendo assim, pra quê insistir em viajar se você pode ficar em casa e economizar este dinheiro para uma emergência? Viajar é complicado, tem que arrumar alguém que fique com seu cachorro, é mais um gasto… E se o cão adoecer de saudade? E se chover na viagem? Melhor não ir, quem sabe nas próximas férias…
E aquele projeto de fazer dança de salão, pra onde foi? Toda a animação de dançar para inclusive melhorar seu casamento… Bom, é fato que é aos sábados, justamente naquele dia que a gente faz o que não deu pra fazer durante a semana. Melhor deixar pra lá.
Voltar a estudar, fazer um regime, academia, aquele clareamento nos dentes, ter aquela conversa com o parceiro, pedir o divórcio, terminar aquele noivado que de tanto tempo, perdeu o sentido… Quantas coisas deixadas pra lá não é mesmo, e por quê? Quantos desejos tolos não ditos, quanta falta de auto respeito, quanta desconsideração quantos planos desfeitos para não criar caso, para não criar confusão, para não magoar, para tanta bobagem que de pouco em pouco, sem se dar conta, pára-se de querer, pára-se de viver… Assim, adoecemos.
Se a própria pessoa não valorizar seus pequenos desejos e mimos, seus projetos de crescimento pessoal e profissional, ninguém vai abrir espaço e dizer: venha, faça o que tanto quer porque você tem direito a ser feliz. Ninguém vai fazer isso a não ser nós mesmos! O que acontece com essas pessoas é o que um dia li sobre a síndrome do sapo fervido. “ Vários estudos biológicos provaram que um sapo colocado em um recipiente, com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura (mudanças do ambiente) e morre quando a água ferve. Inchadinho e feliz. No entanto, outro sapo, jogado nesse mesmo recipiente já com água fervendo, salta, imediatamente, para fora, meio chamuscado, porém, vivo!
Existem pessoas que têm comportamento similar ao do SAPO FERVIDO.mNão percebem as mudanças, acham que está tudo bem, que vai passar, que é só dar um tempo… e, muitas vezes, fazem um grande estrago em si mesmas, “morrendo” inchadinhas e felizes, sem, ao menos, ter percebido as mudanças.
Outras, ao serem confrontadas com as transformações, pulam, saltam, em ações para implementar as mudanças necessárias. Encorajam-se, diante dos desafios, buscam a melhor saída para a solução dos problemas, tomam atitudes.
Tomar atitude envolve risco e arriscar-se envolve coragem. De onde vem esta coragem? Ela vem do cansaço de viver pela metade, de ser feliz de vez em quando, de sorrir pra não chorar. A coragem vem da consciência de que assim, da forma que está, não dá mais e que a única forma de retomar a saúde física e mental é fazer diferente. Olhar para sí não significa ser egoísta, significa saber-se importante. Cuidar de sua essência é ouvir a voz que grita por dentro e respeitá-la, isso é coragem. E o mais incrível é que, quando a pessoa resolve se lançar para o que eu chamo de “projeto EU”, recupera a autoestima e o respeito dos que estão a sua volta e além disso, percebe que nada muda e que sua felicidade não provocou a desgraça de ninguém. Portanto, sem mais desculpas, seja feliz!

Silvia Barros
Psicóloga Clínica
Tel 19-32941005

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