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Mulher … Sexo Forte?

Há muito tempo nos acos- tumamos a ouvir que o sexo forte é o masculino. Acho, portanto que está na hora de esclarecermos o significado de força.Não pretendo partir em defesa das mulheres com argumentos sobre a luta feminista e a conquista de espaço desde a queima de sutiãs.

Quero apenas sugerir uma pausa para reflexão, e deixar a conclusão a cargo de quem chegar ao final destas linhas. Na pré história, como o homem tinha mais músculos e mais capacidade de mira, cabia a ele buscar a caça para sua mulher e filhos. Enquanto ele caçava, sua parceira cuidava da caverna, dos filhos, da alimentação e dos possíveis predadores.

Múltiplas atividades como acontece ainda hoje. Papéis diferentes e complementares, saudável combinação.

As mulheres conquistaram mais espaço no mercado de trabalho, na política, nas instituições religiosas e em diversos locais onde até bem pouco tempo eram espaço exclusivo do masculino.

Porém, com todas estas “conquistas”, as mulheres acumularam papéis que exercem com orgulho, pois afinal só mesmo o sexo forte poderia assumir tantas tarefas e exercê-las com tamanha competência. Eis então, a mulher moderna; dona de casa, profissional, mãe, amante, amiga, eletricista, office-boy, motorista, e… estressada, hipertensa, ansiosa, depressiva.

Aos homens, continua de bom tamanho o papel de provedor, colaborador nos proventos talvez seja mais adequado; as mulheres tem grande participação nesta tarefa que antigamente era eminentemente masculina. Ao homem então, continua cabendo o papel de seduzir a fêmea, e tomar a iniciativa da conquista, opa, isso também as mulheres estão fazendo, e como estão!

Os poucos papéis que outrora eram dos homens, perderam seu sentido, pois também destes, as mulheres se apossaram. Pelo menos o papel na reprodução humana continua o mesmo, exceto nos casos de inseminação artificial, onde basta pagar um bom médico e a seringa faz o papel que antes só podia ser realizado com a participação direta do homem.

Muito bem, está portanto provado que a mulher é o sexo forte, tem os mesmos direitos, inteligência igual, que suportam mais dores (o parto, por exemplo).

E daí? Se, de um lado, temos a “super mulher”, que se desgasta para realizar todos os papéis que ela mesma se impôs; exausta e com pouco tempo para se cuidar, para ser frágil, feminina, de outro, temos um homem frágil, tentando exercer bem os poucos papéis para os quais foi treinado e desejando ser admirado por seus esforços e tentativas.

Quem ganha com esta competição? Qual será o final desta história? Sabemos que ninguém ganha nada, apenas distanciamento e solidão. Casais que moram juntos e não convivem porque não sobra tempo. Mulheres fortes que não sabem mais ser femininas e doces porque acreditam ser contrário a ser forte. Mulheres que tomam a iniciativa nas conquistas e deixam os homens confusos e inseguros.

Precisamos repensar até que ponto tantas “conquistas” trouxeram ganhos reais. Mulher é mesmo muito forte, basta lembrar que a vagina é um órgão tão potente que é capaz de suportar um bebê passando por ela e depois, voltar ao tamanho normal. Só mulher suporta cólica menstrual sem reclamar e sem faltar ao trabalho.

O acúmulo de papéis pela mulher há que ser repensado e redimensionado. Fazer milhões de coisas não significa força ou competência apenas, significa também insegurança e fuga da realidade, significa solidão, peso, pressão. Homens e mulheres devem ser parceiros e dividir papéis e tarefas para que sobre tempo e vontade para se encontrarem na relação amorosa.

Faço então um apelo: “Que as mulheres, conscientes de sua força, possam ser femininas, firmes e doces e que encontrem companheiros que as reconheçam desta forma e as admirem. E, que os homens, sejam por suas parceiras admirados, reconhecidos, respeitados e amados. Que a verdadeira força seja encontrada na dimensão amorosa que respeita os limites de cada pessoa.

No mês das mães sugiro que cada mulher dedique-se mais a si mesma, as suas necessidades e sonhos e que permita-se, priorize-se um pouco mais e seja muito feliz.

Silvia Barros

Psicoterapeuta e psicóloga

clínica de casais,adultos e adolescentes.

Atua como palestrante há vinte anos e tem diversas participações em programas de tv e congressos internacionais

www.silviabarros.com

Tel: 32941005

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