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Explosivos e Implosivos

” As pessoas implosivas acontecem por dentro.
As tristezas e os aborrecimentos calam seus desabafos e manifestam as doenças “.
Henrique R. de Oliveira.

Cada um de nós, a partir da personalidade e da história de vida reage de uma forma específica frente aos próprios sentimentos e situações.

Há os que não aceitam levar desaforo pra casa e imediatamente reagem de forma enfática e até mesmo, agressiva. Há, por outro lado, os que não tem vontade ou não conseguem brigar. Preferem deixar pra lá e seguir a vida.

O primeiro tipo explode, destrói, não deixa pedra sobre pedra. O segundo, implode, engole sapo, mas prefere calar.

Os explosivos não nasceram assim, aprenderam provavelmente na infância com pai ou mãe explosivos, num ambiente onde reina o tumulto e falta o diálogo e a harmonia. Famílias que estão acostumadas a não deixar nada para depois e a agir frente as adversidades, custe o que custar! Neste ambiente crescem crianças explosivas, impulsivas e ansiosas.  O explosivo sente que pode ser “atacado” a todo instante. Ele cresceu com a crença de que a vida é uma selva e só sobrevivem os fortes! Portanto, tudo pode parecer “o inimigo”. A conta que veio errada no jantar, o cara que deu uma fechada no trânsito, a reunião de trabalho que não foi como deveria ser, o passeio que deu errado e milhares de outras situações cotidianas que podem acontecer a qualquer um, todos os dias.

Já os implosivos podem ser oriundos de uma mãe ou pai repressivos, críticos, autoritários ou, ao contrário, contraídos e silenciosos.  Algumas vezes os pais são um casal constituído por um dominador e um dominado e o implosivo se identifica com o dominado, é claro!.  O implosivo explode por dentro, sente raiva, tem impulsos altamente destrutivos, são vulcânicos e colocam toda esta força aniquiladora, para dentro de si. Isso faz mal, muito mal…

Algumas doenças são típicas de pessoas implosivas mas a gastrite é a principal. O estômago é o órgão que digere a vida e as emoções. Digestão mal feita causa gastrite nervosa. É tanto sapo engolido que o brejo aparece e ataca a própria pessoa. Já os explosivos sofrem de pressão alta, problemas cardíacos, bronquite e a asma, colite, úlcera, dor na coluna e no corpo de modo geral.

No trabalho ou nos relacionamentos os dois comportamentos podem trazer prejuízo. Para os explosivos porque, não medindo as consequências de suas palavras nem a intensidade de seus atos, podem xingar o chefe, ser intolerantes com os colegas, causar brigas desnecessárias com o parceiro e assim, perder o trabalho ou o casamento. Para os implosivos porque podem parecer ausentes, desinteressados e apáticos e assim, podem ser “esquecidos” no momento de uma promoção ou desconsiderados em sua opinião pelo fato de não se colocarem. Quem não se faz ver fica invisível. No casamento esta característica pode provocar distanciamento do parceiro.

Os explosivos devastam o outro e sofrem, os implosivos devastam a si mesmos, e sofrem! O grande aprendizado dos explosivos é se colocar no lugar do outro , ou seja, desenvolver a empatia. Assim, entendendo o outro perceberá seu comportamento de forma mais clara e reagirá com menos intensidade. Os implosivos devem aprender a se expressar de forma assertiva para assim, não adoecerem aniquilando seu direito de existir. Não é possível mudar a forma como fomos criados mas é possível reeducar nossa forma de olhar e agir no mundo.

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