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Diabéticos Emocionais

A medicina tradicional e a psicologia já reconhecem que não há uma separação entre mente e corpo. Temos então, para explicar doenças que nascem de fundo emocional, a psicossomática. Os pacientes muitas vezes se sentem inseguros quando os médicos prescrevem psicoterapia associada a remédios convencionais. Perguntam: “Como algo que é psicológico pode doer no corpo?”  O que ocorre é que o corpo está sim em sofrimento e precisa ser medicado de forma convencional, porém, a origem deste sintoma tem causas emocionais, ligadas a descontrole das emoções e afetos.

Algumas especialidades médicas já há algum tempo, reconhecem a influência das emoções nas doenças, os gastroenterologistas, dermatologistas, cardiologistas e endocrinilogistas por exemplo. A mente e o corpo formam um sistema único e o inconsciente está ligado a ambos. Portanto, tratando das emoções a pessoa estará prevenindo doenças.  Me propus a comentar sobre os diabéticos tipo dois, vamos a eles!

O pâncreas simboliza a alegria da vida. Há pessoas que são críticas demais, se focam no lado ruim e difícil da vida, são queixosas e reclamam incansavelmente de tudo. Assim sendo, o pâncreas, que é o responsável pela alegria, adoece.   No diabético percebemos que a criança interior está “adultizada”. Nossa criança não pode morrer, é ela que nos ajuda a ter resiliência, a brincar e rir se nós mesmos, a ter leveza.  Pessoas que tem o hábito de trazer os fatos ruins do passado à  tona, os sofrimentos, as perdas, a rejeição sofrida, o abandono, tornam-se endurecidas. Assim, duras, não querem de forma alguma passar novamente pelas mesmas experiências dolorosas e, para não sofrer, recusam o “doce da vida”, recusam a felicidade, os elogios, os carinhos, o amor. Tornam-se desconfiadas e não se entregam aos momentos leves por medo de que acabem e tragam sofrimento.

Pessoas diabéticas são controladoras e exercem este controle por medo de perder, de ficarem sozinhas, de serem enganadas, de sofrer. O diabético não sonha mais e pior, desestimula os sonhos de quem vive com ele, tornando-se uma pessoa amarga.

Costumam culpar a Deus por sua sorte, costumam terceirizar as culpas e raramente pedem desculpas, pois seu orgulho grita!.

Para haver chance de cura ou controle, é preciso rever-se. O passado tem que ser revisitado e resignificado e a psicoterapia é a aliada ideal, especialmente a de base bioenergética e transpessoal. O que cura é um projeto de futuro, o passado, quando ruim, costuma adoecer a pessoa. Com um passado que vive na lembrança, o diabético é magoado, entristecido e raivoso. A psicoterapia ajuda a pessoa diabética a resgatar seu amor próprio, a confiança nas pessoas e a entrega para a felicidade plena.

 

http://jornal100porcentovida.com.br/silvia.html

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