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Cutting Automutilação

Cutting que significa cortando, é o nome dado à prática de automutilação. Mais comum entre os adolescentes, costuma ser interpretada como uma necessidade de chamar atenção. Esta é uma forma ingênua de tratar a questão.

Neste momento, em todas as partes do mundo, adolescentes estão se cortando com facas, tesouras, compassos e lâminas diversas. Após cortar-se os adolescentes se cobrem com mangas longas para esconder os ferimentos.

A lógica neste tipo de comportamento está baseada na crença de que uma dor maior pode aliviar uma dor menor. Quanto maior a dor física, maior o alívio das dores da alma.

Na maioria das vezes  esse comportamento está diretamente ligado à depressão, ansiedade, pro-blemas familiares e baixa auto-estima. É sempre necessário o acompanhamento de um especialista para esses casos, pois se as mutilações forem graves e estiverem acompanhadas de muita impulsividade, agressões verbais, dificuldades de concentração e irritabilidade, o caso pode estar associado a um transtorno de personalidade denominado Boderline que é caracterizado por instabilidade constante de humor e o “cutting” pode ser apenas um dos sintomas desse   transtorno.

Lidar com dores emocionais na adolescência não é simples e a estrutura necessária para o fortalecimento da inteligência emocional se dá em casa, desde a infância, pelos pais.

Adolescentes que crescem sem repertório emocional para lidar com seus conflitos, procuram a saída que lhes parece mais suportável.

A depressão na adolescência pode se dar por diversos fatores; distúrbios hormonais, história familiar de depressão, ser do sexo feminino (as mulheres são quase duas vezes mais suscetíveis que os homens à depressão), estresse (por exemplo, por uma doença crônica, perda de namorada, perda de emprego, fracasso no vesti-bular), necessidade de sucesso ou perfeição,expectativas irreais sobre si mesmo ou sobre o mundo.

Os estados de tristeza não devem ser confundidos com depressão, porém se a tristeza persistir por um período maior, deve-se buscar ajuda para identificar a instalação de um estado depressivo.

Não esperar o estado depressivo se instalar pode fazer toda a diferença no prognóstico.

Silvia  Barros

Psicóloga clínica, assessora em escolas municipais e particulares, sexóloga e psicodramatista

Fones: (19) 32941005 / 32526513
psicodrama@uol.com.br

www.silviabarros.com 

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