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Autoestima

Muitas pessoas acreditam ter boa autoestima, mas vivem casamentos que já morreram, continuam em trabalhos que não trazem possibilidade de crescimento, não se arrumam, não cuidam da casa em que vivem, não tiram férias e ainda dizem que está tudo bem.

Claro que não está, mas o que fazer? Se for verdade e eu acredito que é, que a vida reflete aquilo que emanamos, e, se as coisas estão indo mal, talvez estejamos nos tratando mal. Costumo verificar nas pessoas que atendo como elas se tratam, como tratam a própria imagem, a saúde, a relação com prazer. O processo de recuperação da autoestima passa por um enamoramento por si mesmo o que significa observar e valorizar as próprias qualidades. Quando a autoestima está em baixa, a pessoa tende a ver a si mesma com uma lente de aumento sobre seus pontos fracos, sobre o que não aprecia em si, sobre a vida.  Pessoas com autoestima deficiente normalmente tiverem pais bastante críticos que deixavam claro que nunca nada estava suficientemente bom. Essas pessoas cresceram com a certeza de que não são boas o suficiente, competentes o suficiente, bonitas, sexys e interessantes o suficiente. Assim, contentam-se com situações mais ou menos, pois acham que são mais ou menos. Vencer este legado familiar é um processo que pode valer uma vida com qualidade, com intensidade, com sentido.

Difícil é começar, sair da zona de conforto, do conhecido, abrir-se para o novo projeto, o projeto mais importante de todos, o projeto: “recuperação de autoestima”.  Muitas pessoas acham que precisam que algo fora delas aconteça para que tenham ânimo para cuidar de si mesmas, de fato é o contrário, quando elas cuidarem bem de si mesmas, o mundo trará boas oportunidades, boas pessoas, boa vida. Uma autoestima fortalecida ajuda a conseguir um bom emprego, a manter um relacionamento com qualidade ou a terminar um ruim, a lutar por um objetivo, a ir em busca de forma destemida pelo que se quer, pelo  que faz bem.

Olhar de frente para isso, aceitar que as coisas não estão bem, já é um começo importante. Fazer uma lista com dez atributos positivos que reconhece em si é um bom exercício. Em uma outra lista, com o que acha que deve cuidar melhor em sua vida, em si mesmo e assim,  iniciar o processo.  Se parecer difícil demais, procure ajuda de um profissional, isso também é sinal de boa autoestima.   Boa sorte.

Silvia Barros

Psicóloga clinica

WWW.silviabarros.com

Tel: 32941005

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