Go to Top

A procrastinação nossa de cada dia…

Quem nunca procrastinou?   Quem nunca deixou para segunda o regime, para depois o estudo, para amanhã a consulta médica, para o ano que vem o curso de inglês, para outro dia a discussão da relação? Quem hein?

Procrastinar causa prejuízo quase sempre porque as coisas se acumulam e com isso vem a constatação que nada foi feito e após a constatação …a frustração! E, para aliviar a frustração, o auto engano, ou seja, o consolar-se com desculpas vãs por não ter agido como deveria, como planejou. O procrastinador costuma afogar-se em diversas atividades justamente para não fazer o que deve, o que planeja, o que precisa ser feito.

Não fazendo o que devia, observa o avanço dos outros; fulaninha que eliminou 15 kg, manezinho que terminou o mestrado, beltrana que corajosamente encarou a separação e assim, a auto estima dimunui e a sensação de que nada, nunca mudará, aumenta mais um pouco.

Terminado este ciclo de sofrimento, outro se inicia com novos planos, muitos planos diferentes, o que é um grande perigo!  Quando se planeja muitas coisas certamente haverá procrastinação. As conquistas devem ser feitas uma a uma, com disciplina e foco. O procrastinador não tem foco, ele é multifocal.

Tanta procrastinação faz a pessoa sentir culpa e vergonha em relação aos demais e desmotivada, tende a desistir de seus planos tornando-se apática.

Normalmente o procrastinador teve colaboração dos pais na infância ou é uma criança excessivamente protegida e sabe que sempre haverá alguém que faça por ela o que ela não consegue ou não quer fazer. No futuro ela acaba achando magicamente que isso acontecerá novamente. Também pode acontecer quando a cobrança dos pais é muito severa gerando perfeccionismo. A procrastinação vem por acreditar que nunca conseguirá se satisfazer com o que fizer e então,não faz.

A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é possível tratá-la em terapia. Aliás muitas pessoas procrastinam o início da psicoterapia por meses ou anos. Quem sabe depois de ler este artigo elas resolvam dar o pequeno primeiro passo, para colocar fim a este processo tão frustrante.

Silvia G. Barros

psicóloga clínica

www.silviabarros.com

Tel 32941005

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *